segunda-feira, 19 de maio de 2008

Voto consciente deveria ser pauta para candidatos

O voto consciente dos eleitores deveria ser a pauta e a principal bandeira para os candidatos às eleições municipais de 2008. Lamentavelmente, não é isso que ocorre. O que se verifica pelos quatro cantos da cidade são ações eleitoreiras disfarçadas, realizadas por pré-candidatos, que já estão realizando reuniões sociais regadas a cervejadas e churrascos. Quem tem dinheiro para “torrar”, está gastando por conta, com o intuito de “conquistar” a simpatia dos eleitores.

Pereira Barreto tem uma população em condições de votar com consciência, mas tem, também, candidatos propensos a distribuir os reais para angariar votos de pessoas que, sem esclarecimentos, troca seu voto por uma ninharia, por uma conta de água ou energia atrasada, por um medicamento que necessita e/ou outras coisas que poderia adquirir sem a “ajuda” de certos candidatos.

O caminho para que as eleições sejam feitas com o voto consciente está nas escolas. Lá, os professores têm o dever moral de orientar os estudantes a não aceitarem a tentativa de compra de voto, bem como a não pedirem “benefícios” para si próprios em troca de seu voto. Nos bancos escolares está a única alternativa para uma educação eleitoral voltada para o voto consciente.
O Tribunal Superior Eleitoral está veiculando propagandas educativas para o voto consciente, alertando que “voto não tem preço, tem conseqüências”, mas apenas as propagandas do órgão não são suficientes para que a população possa escolher seus candidatos com isenção, com atenção e com consciência.

É preciso que a divulgação dessas propagandas sejam ininterruptas, mesmo em períodos que não antecedam eleições.

A conscientização dos eleitores é fundamental para que todos os cidadãos de uma cidade, estado ou da nação possam escolher seus candidatos sem receberem a famosa “ajuda” dos candidatos.

O caminho é esse. Aos jovens pereirabarretenses fica o alerta para que não caiam no “conto do vigário político” e para que não sejam vítimas de estelionato político, uma vez que o candidato que compra o voto do eleitor não tem “obrigação” de dar satisfações a quem o elegeu, uma vez que esse candidato já pagou pelo voto, e, portanto, pode fazer da representatividade dada pelo eleitorado o que bem entender, participando de negociatas e agindo contra os interesses da população, votando projetos que prejudicam a coletividade ou simplesmente não fazendo nada para justificar a confiança dos eleitores.

Isso tem ocorrido em Pereira Barreto. É preciso mudar...