quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Políticos não fazem concursos, ganham votos!

De férias, posso agora ler e reler e-mails que chegaram com preciosidades. Apresentações em Power Point que chamam a atenção. Utilizarei alguns deles para postar mensagens interessantes, como a que trata sobre nossa importância no processo eleitoral e das reclamações do povo brasileiro.

Boa leitura...

"Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes.

Reclamava dos administradores das Sesmarias e das Capitanias Hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores.

Reclamava dos presidentes da Velha República e da República Velha, dos militares, de Sarney, de Collor, de Itamar, de FHC, de Lula...


Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!


Nas próximas eleições, em 2008, e depois em 2010, vamos ter novo prefeito, novos vereadores, ou os mesmos, novo presidente, novo governador, outros deputados... ou os mesmos!


Mas o povo vai continuar a reclamar. Sabe por quê?

Porque o problema não está nos deputados, senadores, presidente, governador, prefeito, vereadores...

O problema está naquele que reclama: você e eu, nós!


O problema está no brasileiro.


Afinal, o que se poderia esperar de um povo que sempre dá um jeitinho? Um povo que valoriza o esperto e não o sábio?


Um povo que aplaude o vencedor do Big Brother, mas não sabe o nome de um escritor brasileiro?


Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia! Ri quando consegue puxar TV a cabo do vizinho! Sonega tudo o que pode e, quando pode, sonega até o que não pode!

O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade? Joga lixo na rua e reclama pela sujeira?

O que esperar de um povo que não valoriza a leitura?

O que esperar de um povo que finge dormir quando um idoso entra no ônibus? Prioriza o carro ao pedestre?

O que dizer de um povo que elege Collor de novo, e elege Clodovil?

O problema do Brasil não são os políticos; são os brasileiros!

Os políticos não se elegeram; fomos nós que votamos neles.


Político não faz concurso, ganha votos: o seu e o meu!


Pense Nisso!"


Que em 2008 saibamos escolher nossos representantes, e, que saibamos cobrar as responsabilidades deles para com nossa cidade e sua população. Chega de aceitar políticos que realizam mudanças gratuitamente e depois cobram votos! Chega de políticos que distribuem migalhas ao povo! Chega de políticos que se dizem sérios, mas que, anteriormente, já deram mostras de que não têm habilidade para administrar.


É hora de pensar em renovação. Em 2008 vamos juntos praticar essa idéia!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

É natal...

A todos os amigos e amigas que possuo, quero desejar um feliz natal. Estava a conversar com amigos sobre o natal e seu significado, e chegamos a uma conclusão em comum: virou data comerciária, ou seja, apenas para comprar presentes e gastar dinheiro. Recebi um e-mail extremamente interessante outro dia, acerca do natal, e passo a transcrevê-lo para você, meu amigo e minha amiga leitora. Não deixe de ler.

"Meu aniversário – CONVITE"


"Como você sabe, está chegando novamente a data de meu aniversário.


Todos os anos fazem festa em minha honra e creio que este ano acontecerá a mesma coisa. Nesses dias as pessoas fazem muitas compras. O rádio e a TV fazem centenas de anúncios. Por todo canto não se fala de outra coisa a não ser dos preparativos para o grande dia.


É bom saber que ao menos um dia por ano algumas pessoas pensam um pouco em mim.


Como você sabe, há muitos anos começaram a festejar meu aniversário. No começo, pareciam compreender e agradecer o que fiz por eles, mas HOJE em dia, ninguém sabe por que razão o celebram. As pessoas se reúnem e se divertem muito, mas não sabem do que se trata...


Estou me lembrando do ano passado: ao chegar o dia do meu aniversário, fizeram uma grande festa em minha honra. Havia coisas deliciosas na mesa, tudo estava decorado e havia muitos presentes... mas sabe de uma coisa?


Não me convidaram! Eu era o convidado de honra e ninguém se lembrou de me convidar! A festa era para mim e quando chegou o grande dia, fecharam a porta na minha cara. Bem que eu queria partilhar a mesa com eles...


A verdade não me surpreendeu porque, nos últimos anos, muitos me fecham a porta. Como não me convidaram, ocorreu-me entrar sem fazer ruído. Entrei e fiquei num cantinho.


Estavam todos brindando, alguns já estavam embriagados, contando piadas, rindo, divertindo-se. Aí chegou um VELHO GORDO, VESTIDO DE VERMELHO, COM BARBA BRANCA E GRITANDO: "HO! HO! HO!." Parecia ter bebido demais... Deixou-se cair pesadamente numa cadeira e todos correram para ele dizendo: Papai Noel! Papai Noel! – como se a festa fosse para ele!


Quando chegou meia-noite, todos começaram a abraçar-se. Eu estendi meus braços esperando que alguém me abraçasse... Quer saber? Ninguém me abraçou.


De repente, todos começaram a entregar presentes. Um a um, os pacotes foram sendo abertos. Cheguei perto para ver se, por acaso, havia algum para mim – nada!


O que você sentiria se no dia de seu aniversário todos se presenteassem e não dessem nenhum presente para você?


Compreendi, então, que estava sobrando na festa... Saí sem fazer barulho, fechei a porta, fui embora...


Cada ano que passa é pior: as pessoas só se lembram da ceia, dos presentes, das festas... De mim ninguém se lembra.


Gostaria que, neste Natal, você me permitisse entrar na sua vida, reconhecendo que há mais de dois mil anos vim ao mundo para lhe dar minha vida na cruz e, assim, poder salvar você... Hoje só quero que acredites nisso com todo seu coração...


Vou dizer-lhe uma coisa. Já que muitos não me convidam para a festa que fazem, vou fazer minha própria festa – uma festa grandiosa como ninguém jamais fez, uma festa espetacular. Estou nos últimos preparativos e expedindo os convites. Este é especial para você. Só quero que você me diga se quer vir: reservarei um lugar para você e incluirei seu nome na lista dos que confirmaram... Os que não aceitarem, ficarão de fora.


Prepare-se porque quando tudo estiver pronto, quando menos se esperar, darei minha grande festa.


Não se esqueça de enviar este convite também aos seus amigos...


SOMENTE PARA OS AMIGOS ESPECIAIS


Assim como você é especial para mim, com certeza, há vários amigos que são especiais pra você. Desta maneira, vamos fazer uma festa com os "especiais", afinal, "muitos serão os convidados, mas, poucos serão os escolhidos", sabe por quê? Porque poucos aceitarão o CONVITE!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Desempenho insuficiente dos alunos e nova Reforma curricular

Frente ao fracasso da escola pública paulista, a Secretaria da Educação elaborou novo projeto de Reforma Curricular. Infelizmente não atende nossas principais reivindicações: Novo Plano de Carreira com valorização do Professor e Nova Jornada de Trabalho.

A Secretaria da Educação, mais uma vez, jogará a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do novo projeto no trabalho docente. É de fato um plano audacioso, que exige metas para implantar a gratificação por produtividade (estímulo financeiro).

Lembram do bônus existente. Já é um estímulo financeiro. Não funciona tendo em vista que as causas não são equacionadas.

A categoria precisa de respeito com valorização financeira para todos. Em nenhum momento a Secretaria, nas mãos do PSDB há mais de uma década, perguntou à categoria quais eram suas sugestões e reivindicações para melhorar a qualidade das aulas da rede pública. Tudo vem de cima para baixo. É a mesma técnica desde a época do governador Paulo Maluf. Trata a Escola como despesa. Nunca como investimento.

Querem resolver os problemas do desempenho insuficiente dos alunos com introdução de um modelo profissionalizante na 3ª Série do Ensino Médio.

A Secretaria da Educação pretende retirar seis aulas da 3ª Série do Ensino Médio para implantar matérias de dois cursos técnicos, ou seja: Administração de Pequenos Negócios e Informática.

Cada curso técnico terá uma certificação a cada semestre da 3ª série do ensino médio, com mais um semestre intensivo após a conclusão do E.M. para obter a certificação de Ensino Técnico.

Há muito tempo, tanto o MEC como Secretaria da Educação estudam a implantação de um 4º Ano Profissionalizante. Parece que é uma tentativa de minimizar os custos e mais uma vez usar-se a máquina para propaganda política em futuras eleições, afinal, os estudantes sairão das escolas com uma formação técnica, questionável, é verdade, mas com certificado nas mãos. Assim, os custos com a manutenção de um curso técnico também cairão. Pobres ETEs do Centro Paula Souza. Pobre ensino médio regular. É uma medida para "inglês ver".

A questão é o desempenho insuficiente dos alunos. Para equacionar o problema resolvem diminuir o número de aulas para outras habilitações? Como?

As aulas teriam que melhorar sua qualidade jamais serem substituídas. O Projeto de Reforma Curricular, em resumo, é uma tentativa tecnicista que há muito está no cerne das decisões da Secretaria da Educação, já anunciado em pérolas de alguns secretários. "O nível das aulas não possui relação com o salário do professor"

A mesma equipe que é responsável pelo fracasso da escola pública paulista faz um novo projeto para solucionar os problemas. Já vimos vários filmes iguais.

A Secretaria da Educação pretende adotar as seguintes ações:

a) Orientar a equipe gestora com apoio da Supervisão e dos Assistentes Técnicos para fiscalizar o trabalho docente.

b) Orientar os Professores para ações na sala de aula.

Estão elaborando textos para todas as disciplinas, por bimestre, com agenda, conteúdo, bibliografia complementar, Atividades do Professor, Atividades dos Alunos, Avaliação e Recuperação paralela e continua (com atividades diferentes).

c) Continua o projeto de "Ler e Escrever" para todas as séries e para todas as disciplinas.

Vão acabar com os projetos diferenciados (podem existir no contra turno ou aos sábados). Vão acabar com a interferência na sala de aula dos projetos paralelos. Será?

Infelizmente, tudo está amarrado ao "novo currículo" através dos textos das aulas com muita tecnologia para acompanhar o trabalho do docente (volta do verdão que foi implantado pelos governos militares).

A Secretaria da Educação garante que as novas disciplinas profissionalizantes serão ministradas pelos professores existentes, e que ninguém diminuirá jornada por causa do "novo currículo".

Não haverá aulas de Psicologia e Sociologia nas escolas onde for adotado o "novo currículo". Os professores existentes vão lecionar uma matéria chamada Apoio à Continuidade do Ensino.

O governo pretende implantar o "ensino profissionalizante" para 100.000 alunos em 2008, ou seja, para mais ou menos 2.500 classes.

Algumas perguntas não respondidas:

  1. Quais são as disciplinas que perderão aulas?
  2. Como ficam os professores de Sociologia não efetivos?
  3. As disciplinas profissionalizantes através da Tele Aula serão atribuídas para quais professores?
  4. O Professor da Tele Aula será apenas monitor ou terá seu trabalho docente reconhecido (Avaliar, recuperar, promover ou reprovar?).
  5. Como fica a situação do Coordenador Pedagógico?

Ainda continuam brincando de fazer uma educação pública de qualidade. Infelizmente, temos que esperar mais três anos pra mudar tudo com seriedade.

domingo, 2 de dezembro de 2007

A Morte do Senador

Nossos políticos estão desacreditados mesmo. São alvo de toda chacota, e, claro, não deixaria de dividir essa com você.

Vamos fazer chegar a Brasília. É ótima!

Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre.

A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

-"Bem vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro

-"Antes que você entre, há um probleminha.

Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.

-"Não vejo problema, é só me deixar entrar", diz o antigo senador.

-"Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:

Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

-"Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o senador."

-"Desculpe, mas temos as nossas regras."

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.

A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.

Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado.

Todos muito felizes em traje social.

Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos à custa do povo.

Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.

Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.

Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.

Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.

Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele.

Agora é a vez de visitar o Paraíso.

Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.

Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

- "E aí? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora, escolha a sua casa eterna."

Ele pensa um minuto e responde:

-"Olha, eu nunca pensei... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno."

Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.

A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.

Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

- "Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!"

Diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

- "Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto..."

Essa tem que ser repassada

(não quebre a "corrente")

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Educação às moscas!

O fim de ano está próximo e o ano letivo será encerrado em 22 de dezembro. Em 2008 completaremos o primeiro ano de governo de José Serra, e o que se vê é a continuidade do descaso com a educação pública.

A exemplo de outros governadores do PSDB, Serra não está nem ai com os servidores e professores da rede estadual de ensino. Lança mão de subterfúgios para enganar a população, dando informações errôneas de que o professorado paulista ganha bons salários. Vai aos veículos de informação afirmar que os salários pagos por São Paulo não podem ser aumentados, que está no limite de gastos etc, etc, etc...

A enganação atinge seus propósitos, uma vez que mesmo entre os professores existem aqueles que se deixam enganar pelo "canto da sereia".

O Estado mais desenvolvido e rico da Federação não pode, segundo seu governador, pagar salários justos e mais que necessários aos profissionais em educação. Então, pergunto: como modificar os atuais resultados obtidos por estudantes paulistas nas avaliações externas? Ora governador, se salários melhores não são suficientes para melhorar a educação, tampouco o será a atual estrutura salarial e as condições de trabalho dos profissionais docentes e servidores do quadro da Secretaria de Educação.

Desmotivados, os professores enfrentam ainda o descaso, a violência, a falta de vontade dos estudantes, que, foram "cooptados" pela progressão continuada, comprovadamente falha e que favoreceu os resultados atuais em São Paulo.

Lamentavelmente não podemos fazer nada, a não ser daqui a três anos, quando novamente iremos às urnas escolher um novo governador. Ai sim, poderemos dizer: "Chega do PSDB e seus governadores em São Paulo".

Eles conseguiram sucatear e desmontar uma educação que deveria ser sinônimo de qualidade, num Estado que possui amplas condições para isso.

Aumento salarial urgente! É o que precisa a educação paulista. Ou é isso, ou então aceitemos os resultados obtidos até agora nas avaliações externas sem reclamar. Fim da progressão continuada já! Ou é isso, ou é a manutenção da atual estrutura falida da educação pública de São Paulo.

Com a atual situação, a Educação Pública de São Paulo continua jogada às moscas. O descaso é mascarado com investimentos em infra-estrutura, escolas pintadas por fora, "bonitinhas", que é como dizemos quando algo não é realmente bonito, mas que "dá pra engolir".

Não são computadores, internet, pintura nova, nova cara física que vai fazer com que a educação melhore em nosso Estado, mas sim profissionais bem remunerados, estimulados a fazer cursos de capacitação e aperfeiçoamento, podendo assinar jornais e revistas, ir a teatro, adquirir coleções de livros entre outros. E, para isso, é preciso ganhar bem sim senhor Governador. Só em sua cabeça e na de seu grupo político que salários dignos não melhoram serviços prestados.

Penso que talvez fosse a hora de vossa senhoria voltar aos bancos escolares para entender, como adulto, a importância dos professores para a formação de um adolescente e de uma criança.

Que triste sina vive o professorado paulista. Vai a 16 anos de penúria, sob a chibata do descaso do PSDB e de seus integrantes com a educação publica de São Paulo. Que pena!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Melhorias salariais? Que vergonha Governador!

A imprensa divulgou a comparação dos salários dos Professores de São Paulo com os outros Estados da nossa República Federativa. Quê vergonha! O Estado mais rico da Federação ficou em oitavo lugar.

O Estado do Acre quando se analisa o custo de vida e a comparação do salário do Professor. É incrível! O Estado do Acre paga 60% a mais que São Paulo.

Infelizmente, para a Escola Pública Paulista, o PSDB desde o Governador Covas trabalha contra os Professores.

O projeto educacional foi elaborado nos gabinetes da Secretaria da Educação, como projeto de governo, sem nenhuma participação das Entidades e dos Professores.

Há doze anos o PSDB está no poder. Apresentam projetos paliativos como solução para os graves problemas da educação pública. A conseqüência está evidente: "Fracasso da Escola Pública Paulista". Só não vê quem não quer.

As autoridades falam verdadeiras pérolas: "O salário do professor não é condicionante para melhorar a qualidade das aulas". Às vezes, parece que estão em outro planeta. Acorda Serra! Acorda PSDB! E pior, tentam jogar a opinião pública contra a categoria dos professores. Ora, se salário não é condicionante para melhorar o trabalho de um servidor, então não sabemos o que é. Quem ganha mais e melhor, está mais disposto, não tem dívidas com bancos, tem tranqüilidade para exercer sua profissão. Se salário melhor não é condicionante para melhorar a educação, pelo menos ele é essencial. Isso é lógico.

Pergunte a um professor a situação pessoal de cada um. Se a Nossa Caixa e o antigo Banespa pudessem divulgar dados, seria possível comprovar que grande número de professores está "pendurado" nos "empréstimos caridosos" do governo, com prazos de até 72 meses para pagar. São seis anos preso a um desconto em folha, e o culpado é o Governo do PSDB, que não está "nem aí" para essa realidade. Mau patrão, esse governo deveria se envergonhar.

O governador acabou de anunciar "melhorias" salariais para a educação pública!

Isso é uma grande mentira. Usa a teoria da "grande mentira". Para o Professor não veio praticamente nada. Nada mesmo, somente nada! Por que mentir governador?

Antecipou R$ 1.200,00 em quatro parcelas de R$ 300,00 do bônus que, normalmente seria pago em Fevereiro de 2008. Governador isto é trocar cebolas. Onde está o benefício? Isso é bônus, não reajuste, e vai parar de ser pago em janeiro. Ai, todos voltam à mesma situação.

Incorporou uma gratificação que todo mundo já recebe a partir de Janeiro de 2008. Parece piada, o reflexo da incorporação será de até R$ 20,00. Isto é benefício, esmola ou provocação? Isso também é descaso, isso sim.

Governador! PSDB! O Professor Aposentado já perdeu 50% do salário. Por que tamanha maldade?

A população precisa saber que a política salarial do PSDB continua no arrocho salarial tanto do funcionalismo quanto dos trabalhadores do nosso estado. Prática neoliberal, iniciada por FHC/Mário Covas e continuada por Alckmin e agora por José Serra.

A educação, saúde, segurança, transporte, cultura se faz com funcionários respeitados nas suas reivindicações. É uma barbaridade "doze anos" de arrocho salarial.

O homem quer ser Presidente da República! Espero que Nunca!

Fora Serra! Fora PSDB! Chega de enganação! Ninguém agüenta mais! São Paulo não pode continuar governado por um partido que é contra os funcionários públicos e contra os trabalhadores.

A ordem é: "nenhum funcionário público deve votar em candidatos do PSDB". Isso é péssimo para nossa saúde pessoal. Chega! Basta! É tempo de mudanças...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Onde estão as chuvas?

Parece que estamos de mal com São Pedro e todos os Santos. Num período em que anualmente as chuvas já estavam "desabando" sobre nossas cabeças, neste ano elas demoram a chegar. Todos os santos estão bravos com os pereirabarretenses?
Com racionamento diário de água, nem São Pedro parece interessado em ajudar. Ontem, ao tentar tomar um banho às três da manhã, fui surpreendido com a falta de água vinda diretamente dos encanamentos do SAAE. É Mole? Nem às 3 da matina temos água disponível. E aí, até quando vamos segurar as pontas?
Ainda bem que 2008 está chegando e vamos poder mostrar nossa indignação. Chega do passado, vamos renovar...
Até a próxima!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Horário de Verão arrebenta com a gente. Que Meleca!

São meia noite e meia e ainda tô de olhos abertos devido a mudança que o horário de verão nos impõem no ritmo de vida.
Horários alterados arrebentam com a gente. Até nos acostumarmos, vai tempo e quando isso ocorre, mudamos de novo.
Tudo isso por causa da incompetência de nossos governantes, que não conseguem implantar um sistema energético sem riscos de apagões.
Eles são péssimos e nós é que sofremos...
Isso arrebenta com a gente...
Até mais!

Dia do Professor: Comemorar o quê?

Na última segunda-feira os professores comemoraram o seu dia. Mas, pensemos bem e observemos as reais condições de trabalho dos professores na atualidade.

Ao fazer isso, tenho a certeza de que todos os professores não têm o que comemorar.
Baixos salários, jornadas estafantes de trabalho, alunos que se rebelam contra uma política educacional e um sistema que não foi implementado através de debates com a comunidade escolar.

Infelizmente, nós professores não temos o que comemorar. Muitos professores fazem parte de um sindicato que não consegue impor as reivindicações da categoria – afundado numa disputa interna de grupos políticos que se autodenominam correntes sindicais: ArtSind (ligada ao PT), ArtNova (dissidentes da ArtSind que querem o poder), Oposição Alternativa, Corrente Sindical Classista, PSTU e outras – e sentem-se abandonados, cansados de não ver luta. Pelas manifestações recentes, os professores demonstram que não querem a greve, mas querem aumento de salário e valorização profissional, coisas que o sindicato, a APEOESP, não consegue negociar. E veja bem, a categoria está em campanha salarial desde Março efetivamente. Até agora, nada!

O descontentamento é grande. A APEOESP virou assistencialista: colônias de férias na praia e em estâncias turísticas, plano de saúde da Unimed, e o departamento jurídico, o único a funcionar a contento. Politicamente estamos atolados. Não saímos do lugar. E olha que temos um orçamento milionário para um sindicato de professores.

Infelizmente, no dia 15, não tivemos e não temos o que comemorar. Dia 19 tem festa para os professores da APEOESP, mas, com um detalhe: ao contrário de algumas subsedes, mais uma vez a festa da subsede de Pereira Barreto precisa de subvenção por parte dos professores, que deverão pagar R$ 10,00 cada um para participar, e sem poder ter a certeza de que poderão ficar até a hora que quiserem, como em anos anteriores, quando a festa foi "interrompida" quando muitos ainda queriam permanecer, mesmo com "comes e bebes" à vontade pagos por eles mesmos.

Infelizmente, também, ouço muitas reclamações da gestão da subsede em Pereira Barreto, mas, eleição é eleição, mesmo a da APEOESP, em que os candidatos saem com as urnas embaixo do braço e conseguem quase 100% de votos para si mesmos nestas urnas, numa espécie de "boca de urna" autorizada, já que "não tem" quem faça a eleição sindical (membros de outros sindicatos da CUT poderiam fazer – como muitas vezes professores da APEOESP fazem eleições em outros sindicatos) e não temos fiscais preparados para a eleição.

Se o descontentamento demonstrado por muitos professores, que ouvi pessoalmente, for efetivamente sério, ano que vem poderemos votar em um grupo diferente do que dirige a subsede de nossa entidade, renovando os quadros sindicais que atuam como nossas "lideranças" sindicais, mas que por vezes, fazem apenas o papel de professor, agem como professores e se esquecem de que foram eleitos para defender a categoria e acatar as decisões da entidade.

Salada mista ou não, nós professores não temos o que comemorar. Precisamos é mudar. Mudar de Governador, mudar de representantes sindicais, mudar de profissão, talvez...

Mas, sabemos que quem é professor de verdade ama o que faz, por isso, não mudaremos de profissão, mas que estamos descontentes, ah estamos!!!

Mesmo assim, Feliz Dia dos Professores, que com certeza merecem uma justa homenagem.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Lição de Marketing

Essa recebi de um grupo de mensagens na Internet, e vale a pena ser lida para entender a inteligência dos que pensam rápido. Confira:
Em uma convenção de fabricantes de cervejas brasileiras, reunindo os maiores produtores do país, estavam presentes os presidentes da Brahma, Skol, Kaiser, Antartica, Schin, etc.

Ao término do simpósio todos se reuniram no restaurante para uma confraternização.

Muito esperto, ao perceber a aproximação do garçom, o presidente da Schin pediu em alto e bom som:

- Garçom, uma Nova Schin, por favor! Isso sim é que é bebida!
Todos se olharam espantados, enquanto ele contemplava sua cerveja, certo de que saíra bem.

Não querendo deixar por menos, o presidente da Brahma sentenciou:

- Amigo! Traga a verdadeira nº 1 !
Novamente todos se olharam espantados e ele ficou achando que deu a resposta merecida!

Na mesma moeda, o presidente da Kaiser bate na mesa e grita:

- Me vê a do baixinho! Esse sabe das coisas...

E assim, seguiram os presidentes das cervejarias, cada um pedindo a sua maneira, até que chegou a vez do presidente da Skol:

- Garçom! Uma coca-cola, por favor!

Todos se olharam abismados, achando que ele perdera uma boa oportunidade de responder a altura.

O garçom curioso, aproxima-se e pergunta:

- O senhor tem certeza?

Ele respondeu:

- Tenho ! Se ninguém vai beber cerveja, eu também não vou !

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Renangate e ptgate: Dupla dinâmica no Senado

Pipocam por todos os veículos de informação, na rede, revistas, jornais e outros, a queda de braços entre Rena Calheiros e o Governo do PT.
A ética do PT ruiu. O PT é agora ptgate, aliado do renangate, e tudo vai acabar em pizza?
Precisamos acordar povo brasileiro.
Fique de olho, nada de eleger oportunistas de plantão...

Pobreza não leva à criminalidade

Lendo o comentário do amigo e ex-aluno Luiz Fernando Quirino, postado neste blog, vi sua preocupação com a situação social em Pereira Barreto. Como todo jovem universitário, Luiz Fernando, que já tinha alguma visão social enquanto aluno no Ensino Médio, passou a ver claramente as “coisas” da sociedade brasileira, e, em especial, da sociedade em que ele vive, a pereirabarretense.

Meu amigo se mostra preocupado com o “estado calamitoso” na questão da segurança pública. Diz que o Executivo e a própria polícia fazem pouco caso da situação. Citou o filme “Cidade Sitiada”, da série Loucademia de Polícia. Correto Luiz. Você tem visão sim. Compreendo suas preocupações, e concordo plenamente.

Em várias reportagens, o Diário Regional abordou em 2006, a questão da segurança pública em Pereira Barreto. Apontou problemas existentes nas corporações policiais, como a falta de efetivo, baixos salários, e o receio de um processo imposto pelo Ministério Público, em caso de denúncia vazia de marginais, como já ocorreu no município. Os policiais podem e sabem agir, mas, por vezes, acabam desmotivados para essa ação, uma vez que, em várias ocasiões, ao apresentarem uma ocorrência, os marginais acabam liberados antes mesmo de eles encerrarem o BO do atendimento passado controlador de rádio.

Alguns pseudo-marginais, que ainda engatinham na criminalidade e poderiam ser “salvos” com uma atitude mais rígida das autoridades, estão agindo como se pudessem mais que as polícias civil e militar. Andam pelas ruas da cidade numa postura de imponência criminosa, com os bonés tricotados, dos chamados “manos”, para assustar quem anda também pelas ruas. Já observei, por vezes, várias pessoas desviando sua trajetória para não passar ao lado desses elementos.

Não basta apenas o policiamento ostensivo. Não basta apenas a escola gratuita. Não basta apenas colocá-los para trabalhar meio período pela Legião Mirim. É preciso educação no lar. Falta atitude por parte dos pais. Falta ação.

Em seu comentário em meu blog, Luiz Fernando afirma “temos a criação de uma série de delinqüentes juvenis, cuja fonte não é a pobreza, mas, a falta de uma educação sólida e rígida, educação essa que falta principalmente aos pais destes jovens.”

Está totalmente correto. A criação desses delinqüentes juvenis que vemos pelas ruas de nossa cidade e em outras cidades do Estado e do país, é fruto da falta de educação no lar, uma educação que seja rígida, voltada aos princípios da autoridade paterna e materna. Quando se criou o Estatuto da Criança e do Adolescente, muitos acreditaram que a nova Lei seria um grande risco para a educação dos filhos, pensando que não poderiam “dar uns tapas” para corrigir eventuais e graves erros das crianças. No entanto, ao pensar assim, abriu-se demais a guarda. Já ouvi frases como “se você me bater eu te levo no Conselho Tutelar” ou, “você não pode me bater senão eu chamo a polícia”, proferidas por crianças e pré-adolescentes que mal saíram dos cueiros, e com isso, conseguiram intimidar a educação que lhes seria imposta pelos pais.

Não se trata de fazer apologia à educação com pancadas, longe disso, trata-se de dizer que os pais têm todo o direito de educar seus filhos da forma como entenderem adequada, mas não podem querer “amenizar" para os filhos, os castigos sofridos (merecidamente) quando crianças pelas artes cometidas. Nossos pais nos corrigiram, muitas vezes com cintadas, palmadas e sei lá o que mais utilizavam, e, nem por isso nos tornamos marginais.

A escola é a válvula para o sucesso, mas, infelizmente, nossas crianças e jovens que já “não querem nada com nada”, são cada vez mais incentivadas a não fazer nada com a progressão continuada, que já está morta, mas que o Estado não quer sepultar, preferindo cultuar uma política infrutífera, que jogou a qualidade da educação de São Paulo no lixo, e colabora para ver florescer o surgimento dos “manos” nas escolas, que desrespeitam professores e servidores públicos, mas que também desconhecem a lei, sem saber que podem ser punidos pelos atos e infrações cometidas.

Não, pobreza não leva ninguém à criminalidade. A convivência com o descaso, com a impunidade, muitas vezes dentro da própria escola, quando diretores eventualmente passam a mão na cabeça dos alunos, preferindo ignorar seus erros, a impunidade em casa “para que meus filhos não sofram o que sofri nas mãos de meus pais”, leva, muitas vezes, a adolescentes e adultos rebeldes, que não querem entender o sentido do respeito, da autoridade e não do autoritarismo.

Em minha sala de aula pratico muito o respeito, embora por vezes seja tentado a dar as “famosas tiradas” aprendidas com os alunos, mas de boa, num entendimento recíproco. Lá, a autoridade é respeitada, e eles entendem que é preciso ser assim, portanto, é possível sim salvar nossas crianças e jovens de caminhos indesejados pela família e pela própria sociedade. Tudo tem jeito, basta querer. Nossas autoridades precisam entender isso, e fazer acontecer, colaborando para evitar que o caos social seja instalado definitivamente e irreversivelmente em nossa cidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Vai faltar água...

Entrevistei o prefeito Dagoberto e o diretor do Serviço de Água de Pereira Barreto, sobre a falta/corte de fornecimento de água na cidade. O que ouvi dos dois deixou-me muito preocupado.


Segundo Evandro Iwata, o corte no fornecimento de água realizado pela autarquia que ele dirige é necessário para tentar conter um pouco o consumo exagerado da população, que gasta mais do que a média recomendada pela OMS – Organização Mundial de Saúde por pessoa. Em nossa cidade, consumimos 350 litros por habitante diariamente. A média que a OMS afirma ser necessária é de 200 litros/pessoa.


O corte, segundo o SAAE, é necessário porque o poço profundo vem sofrendo redução em sua vazão, que é de 350 m3/hora. Evandro afirma que é necessário economizar, pois poderemos enfrentar um período de seca real, ou seja, o poço pode não suprir a demanda de água da população.


Podemos dizer: mas e a água do lago da UHE de Três Irmãos? Não tem bastante? Claro que tem. O problema, segundo Dagoberto de Campos, é o alto custo dos investimentos necessários para criar esse sistema alternativo de abastecimento, orçado em quase R$ 1,5 milhão. O prefeito afirma que a municipalidade não dispõe desses recursos.

É necessário, então, buscar verbas federais e estaduais para preparar esse abastecimento alternativo, e, ai, segundo o SAAE, é que se faz necessário o corte do abastecimento que ocorre hoje.


No entanto, apesar de entender o problema, questiono porque o corte é necessário, se a vazão atual é suficiente para o abastecimento. Será que mantido o abastecimento atual faltaria água daqui a um mês? A vazão não é constante? Ou estamos "estrangulando" a vazão para impedir desperdício?

Se isso está ocorrendo, então por que administrações anteriores não realizaram o mesmo procedimento?

E a temperatura da água? O prefeito e o diretor do SAAE afirmam que esse é um problema de responsabilidade da CESP, que mantém os resfriadouros nas proximidades do Poço Profundo perfurado pela empresa como obra compensatória pelos estragos provocados pela usina de Três Irmãos. A administração deverá acionar a CESP para resolver o problema. Vamos aguardar.


Voltando à questão da água, concordo com a necessidade de economia, mas, Luiz Fernando, um ex-aluno e amigo meu, em seu blog questiona por que não cobrar mais caro a tarifa para os que gastam mais? A punição financeira é mais adequada do que punir a todos de forma igual. Politicamente é caro ao prefeito? É, mas é mais caro ainda aos que chegam correndo em casa depois de um dia inteiro de trabalho, para um banho rápido a fim de se dirigir para as faculdades e universidades da região, de ônibus, e, que, ao tentar tomar esse banho, não vêem uma só gota de água cair do chuveiro. É de deixar qualquer um "fulo" da vida não é mesmo. A sociedade precisa discutir isso, positivamente. Não se trata de crucificar os atuais gestores, mas sim, de encontrar uma solução.


A já anunciada falta de água ou colapso no abastecimento deve mesmo ocorrer, mas é preciso realizar gestões e buscar as verbas para o sistema alternativo, ou, então, nos sentarmos à sarjeta e aguardar o caminhão pipa passar para deixar água "de canequinha", literalmente, em nossas casas. Vamos cobrar isso?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

É Hora de mudanças

Quando um brasileiro afirma estar cansado das mesmas coisas, dos mesmos políticos, é hora de mudanças. Não adianta ficar falando pelos cotovelos: é preciso agir!
Não basta criticar, é preciso ajudar. Ajudar a mostrar um novo caminho, uma nova opção, sem desistir nunca, mesmo sendo brasileiro.
Que tal começarmos em 2008, aqui mesmo, em nosso município, nossa "casa" popular. Vamos fazer a nossa parte. Venha pra mudanças. Faça as mudanças...

Blog para quê?

PEREIRA BARRETO – Quando criei meu blog na internet, acreditei que postaria um artigo por dia, emitindo opiniões, críticas e falando, principalmente, sobre a educação pública. Passados quatro meses de sua criação, o “Blog do Lyra” não tem sido aquilo que eu idealizei de início. Falhei com meus leitores e meu público. Descobri que tenho muitos leitores, e que todos esperam por artigos meus. Falhei comigo mesmo, e, agora, resolvo alterar este quadro. A partir deste, estarei postando pelo menos um artigo semanalmente, uma vez que o tempo do cotidiano é curto, mas, assumo o compromisso de valorizar ainda mais aqueles que gostam de ler o que escrevo.

Constatei esse erro quando li uma postagem de um ex-aluno e grande amigo, Luiz Fernando Quirino, em meu blog. Transcrevo, na íntegra, seu comentário:

Olá,
passo sempre aqui e noto que houve pouquíssimas postagens, fico triste, sei que o professor é uma pessoa atarefada, mas, se a ideologia do blog é falar sobre as problemáticas enfrentadas tanto em nossa cidade quanto em outras tantas áreas da política e de nossa sociedade como um todo, temo que haja pouco dito até agora visto que temos os mais diversos problemas em esfera local que merecem ser abordados.

Eu poderia citar inúmeros fatos que merecem um olhar um pouco mais demorado, como a falta de água que enfrentamos diariamente (sei que isso já foi abordado, mas, merece espaço), o problema do abandono que não só o poder executivo, mas, a própria polícia tem por nossa cidade; poderia inclusive dizer que o que vivemos atualmente é um estado calamitoso, não apenas uma crise.
Acredito que já tenha visto um filme da série “Loucademia de polícia” que se entitula “Cidade Sitiada”, pois bem, é assim que me sinto em Pereira Barreto.

Creio que os argumentos acerca da educação têm base, e concordo plenamente. No entanto, lembro que há um fato não citado, que a meu ver é de suma importância, a geração de jovens alienados é importante para o Estado, posto que pessoas sem cultura são facilmente manipuladas, e, por outro lado, temos a criação de uma série de delinqüentes juvenis, cuja fonte não é a pobreza, mas, a falta de uma educação sólida e rígida, educação essa que falta principalmente aos pais destes jovens. Tal falta de preparo gera um novo fator de discriminação, a idéia de que a pobreza leva à criminalidade.
Luiz Fernando P. Quirino

Sem dúvida nenhuma sou obrigado a reconhecer um grave erro que cometi.

O Luiz Fernando tem toda razão quando afirma que interessa ao Estado a geração de jovens alienados. Sobre esse assunto, publicarei artigo específico em meu blog, e, na semana que vem, nas páginas do Diário Regional. Ou faço isso, ou a pergunta do título terá todo o sentido existente em sua entrelinha: “Blog para quê”, se não escrevo mais nada? Até a próxima.

* Paulo Lyra é professor das redes pública e privada de ensino e jornalista profissional - MTb 50.111.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A educação é prioridade

A educação é base do desenvolvimento de todos os países considerados ricos no mundo globalizado. Ela deve ser sempre prioridade de governantes sérios, compromissados com o futuro de um município, de um estado, de um país e de sua população.

Nesta análise, nada mais justo, então, do que a determinação de investimentos maciços no setor, por parte dos administradores públicos. Infelizmente, não é o que acontece. No Brasil, muitos dos governantes entendem os investimentos em educação como gasto público, e não investimento real, para o futuro. Com isso, nossos alunos acabam sendo prejudicados, pois têm um ensino de qualidade duvidosa, baseada em projetos também duvidosos, ou em planos mirabolantes que prometem acabar com o analfabetismo e a repetência escolar num passe de mágica. Passe de mágica mesmo, como é o caso da Progressão Continuada em São Paulo.

Somente agora é possível realizar a avaliação e a leitura correta dos resultados da nova política educacional instituída e mantida pelos sucessivos governos do PSDB em São Paulo e no Brasil. Teoricamente, a progressão continuada é uma excepcional forma para resolver de uma só vez dois grandes problemas enfrentados pela educação até sua implementação: Um é de ordem pedagógica e o outro, estatístico/financeiro.

Para muitos educadores, a progressão continuada eleva a auto-estima do aluno, uma vez que não existem riscos de repetência, e, embora ela possa ocorrer ao final do ciclo, raramente se tem notícia de que foi efetivamente aplicada quando o aluno apresentava problemas de aprendizagem, ou seja, acabou virando promoção automática.

O segundo problema, estatístico/financeiro, existia em virtude de o Brasil necessitar cumprir as metas estabelecidas no plano decenal da educação brasileira, para a redução do número de crianças fora da escola e os indicadores de repetência escolar, e, é extremamente coerente afirmar aqui, que reduzir o número de crianças repetentes significa reduzir, e muito, os gastos com o setor para o Estado.

Os resultados desta política todos conhecem: hoje muitas crianças chegam a 8ª série sem saber ler e escrever adequadamente, aumentando assim a exclusão social da população que, não conta com nenhum tipo de qualidade de ensino. Dizer que a culpa é dos professores é cômodo, pois assim, salvam-se as boas intenções do governo, e de boas intenções o “inferno está cheio”.
Desde a implantação da proposta, muitas necessidades foram deixadas de lado pelos governantes, como a forma como seria aplicada essa nova política educacional, como os docentes assimilariam a proposta, como foi criada a política, se houve ampla discussão do novo sistema com a sociedade e com a comunidade escolar, qual o apoio que seria oferecido aos docentes para o entendimento, discussão e reflexão das mudanças e de suas conseqüências no futuro, entre muitas outras questões que poderiam ser levantadas aqui.

O que se viu, no entanto, nas escolas paulistas, foi a imposição “goela abaixo” de uma nova proposta, considerada renovadora sem dúvida alguma, teoricamente sem erros, mas uma proposta que não deu à comunidade escolar a possibilidade de reflexão sobre sua prática, sobre o que e como fazer a partir da mudança pedagógica imposta aos professores e professoras, aos alunos e alunas e a toda a comunidade escolar.

Foi justamente aí que a progressão continuada virou promoção automática, foi aí também que muitos de nossos alunos se “perderam” e foram perdidos em nossas escolas, e hoje são encontrados nas oitavas séries do Ensino Fundamental sem saber ler e escrever, e, pior, ainda “progredindo” para o ensino médio, lamentavelmente, nas mesmas condições em que chegaram ao final do ciclo II do Ensino Fundamental. Nosso futuro, lamentavelmente, está comprometido por essa política nefasta implantada por Covas/Rose Neubauer, e mantida por Alckmin/Chalita e seus sucessores. O insucesso de nossos alunos é desses irresponsáveis. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar para arrumar a casa.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Começam obras, falta assessoria

Quem anda pelas ruas da cidade já notou que a Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto começou (enfim) a realizar obras de recapeamento em várias quadras. Era uma reivindicação antiga. Dagoberto de Campos começa a fazer o que já devia ter feito ao assumir o Executivo: administrar realizando investimentos e obras, que é o que toda a população esperava quando o reelegeu.
Eu custei a acreditar no fato, mas agora parece-me que a administração engrenou de vez...
Para continuar, estão previstas reformas no Paço Municipal, segundo informações de assessores próximos ao prefeito. A cidade merece mesmo uma sede administrativa mais prática e mais bonita, se bem que eu sou a favor de demolir o atual paço e construir outro, mais funcional e moderno.
Já havíamos sido avisados de que o prefeito "faria" acontecer neste pouco mais de um ano de governo. Assim é até possível que ele consiga emplacar seu apoio ao candidato que vai se contrapor à Washington Luiz de Oliveira.
No entanto, falta-lhe uma assessoria que divulgue seus atos. Existe um assessor de imprensa que não informa nada. É um parasita que veio de Andradina e foi depositado numa das salas da prefeitura para fazer o quê? Dagoberto precisa divulgar ao povo o que está fazendo pela cidade, para que todos possam apagar um pouco de sua decepção com os anos anteriores de sua administração e até agora. O atual assessor não é visto pelas ruas com a câmera digital para fotografar as obras. Vi, por acaso, outro dia, o assessor de compras, José Carlos, fazendo esse trabalho. Essa seria a função do assessor de imprensa, que para isso é pago. Não existe nenhum releese escrito e assinado por esse assessor, o que comprova que ele é um inútil. Mais parece um fantasma que circula pelas ruas da cidade às sete da manhã para "cumprir horário" na prefeitura (que a esta hora ainda não funciona) e depois ir embora mais cedo em algum dia da semana, já que depois das 16 horas ele nunca é encontrado em sua sala. Dagoberto precisa mudar esse assessor e colocar alguém que dinamize o acesso da população às suas realizações.
Reflexos das obras
Como já afirmamos também, o "Dotô" tem votos espalhados pela cidade, e quem o defenda. Como bom brasileiro que sou, continuo afirmando que acertei em não ter votado em Dagoberto de Campos, mas, a população também tem "memória curta" para essas questões, e o que vai ficar registrado na mente de cada eleitor é o resultado das obras que estão sendo iniciadas agora.
Numa análise política mais ampla, podemos dizer que Dagoberto deve levar seu apoio, e, provavelmente, os votos cativos que possui para o lado de Joãozinho da Faculdade. Aliás, essa composição era para ter ocorrido em 1996, quando disputaram as eleições Joãozinho da Faculdade, Tanaka, João Evaristo e Dagoberto de Campos, por inabilidade política da cúpula do PSDB, partido do prefeito. Essa inabilidade inviabilizou a vitória de Joãozinho, e colocou a prefeitura num descaminho que atrapalhou o desenvolvimento do município, já que enfrentamos duas cassações depois disso: de Tanaka por Washington e quem apoiou a idéia descabida da cassação naquele período, já que ela teve motivação política e não administrativa; e, depois, do próprio Washington, que provou de seu veneno. Esses fatos atrasaram nosso desenvolvimento.
Dagoberto foi convidado a ser vice de Joãozinho em 1996, e a cúpula do PSDB rejeitou a idéia. Praticaram um "homicídio político" contra o então vereador Branco Sementeiro, que foi candidato a vice de Dagoberto e tinha sua reeleição ao Legislativo garantida, e atrasaram a chegada do atual prefeito ao cargo por sete anos. Como não havia a reeleição em 1996, Dagoberto - vice de Joãozinho - seria o candidato natural à sua sucessão em 2000.
Mas, passado é passado, e, como historiador, não posso deixar de citar o presidente Getúlio Vargas, que sabia como nenhum outro político provocar brigas e rupturas num instante, para depois, e dentro de suas necessidades, costurar alianças com seus desafetos mais acirrados, com o objetivo de viabilizar sua permanência no poder.
Não tenho e nem guardo rancor contra o atual prefeito, mas considero-o inábil politicamente. Teve muitos votos. Considero-o "leão de votos". Mas a história de Pereira Barreto poderia ser diferente. Vamos esperar que em 2008 Joãozinho vença as eleições e prove ao povo pereirabarretense o que vem afirmando em todas as suas derrotas: "Eu gosto de Pereira Barreto, e essa cidade vai ter uma história antes de Joãozinho prefeito e outra depois de Joãozinho prefeito".
Joãozinho, EU ACREDITO NISSO!. Conte comigo...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

“Me engana, que eu gosto!”

Na última quinta-feira passei pela avenida D. Pedro II e vi uma placa inusitada: “Faltam 536 dias”. Não dei atenção àquela placa, mas nesta segunda-feira, novamente tive minha atenção despertada pelo mesmo fato. Ao conversar com amigos que moram nas proximidades do local, fui informado de que os dias indicados pela placa são referentes ao tempo que falta para que Dagoberto de Campos deixe a prefeitura municipal.
Com base nessa informação, passo a discorrer sobre o pleito, fazendo conjecturas apenas. O proprietário da residência onde a placa está afixada é um cidadão que gosta muito de política. Pessoa esclarecida, encontrou um “jeitinho” brasileiro de demonstrar seu descontentamento com a atual administração, e, portanto, não vê a hora de poder escolher um novo administrador e vê-lo assumir a Prefeitura.
Ao que parece, a maior parte da população pereirabarretense pensa o mesmo.
O descontentamento é tamanho, que a própria população está antecipando a campanha política de 2008. Pelas ruas da cidade, muitos já arriscam prognósticos, apontam prováveis candidatos e até mesmo o resultado das eleições.
Em 2004, isso também ocorreu. Os “analistas” políticos de Pereira Barreto já apontam um vencedor para as eleições que ainda nem tiveram o start disparado.
Muita movimentação ainda vai ocorrer. As mudanças partidárias geram muita expectativa e especulação. No entanto, como já afirmei, o povo está cansado do atual prefeito. Uma parcela de eleitores (ainda fiéis) afirma que “agora o prefeito vai fazer”, numa referência à possibilidade de que Dagoberto possa desencadear um “boom” de obras no município, e, a partir disso e contando com a “memória curta” da população, possa eventualmente emplacar um sucessor.
A análise é de que, no PSDB - partido do prefeito, não exista um nome forte para ser esse sucessor. Restaria aos partidários buscar uma aliança com um dos dois pré-candidatos conhecidos até agora. Fácil imaginar para onde o partido deve apontar seu apoio.
O problema é que, com o marasmo da atual administração, se Dagoberto de Campos de fato não iniciar uma “onda de empreendimentos” na cidade, seu apoio pode ter peso negativo para um candidato. Não posso negar que o “Dotô” é um leão de votos. Muitos caíram no “canto da sereia” literalmente, quando ele afirmava que iria mudar definitivamente nosso município, na campanha de 2004.
Prometeu “mundos e fundos”, mas até agora não provou à que veio. Ao contrário do que muitos pensam, não sou adepto do “quanto pior melhor”, mas também não tive a inocência de acreditar que Dagoberto pudesse ser a salvação de Pereira Barreto. Ao escolher outro candidato em 2004, tinha consciência do que fazia. E acertei! Não foi com meu voto que Dagoberto foi eleito, mas a partir do fim das eleições, torci para que ele realizasse uma boa administração, e que nossa cidade pudesse, de fato, sair do marasmo e crescer. Que pudesse conhecer uma nova etapa de desenvolvimento econômico e social. O que vi e todos viram foi descaso. Descaso com ruas, que permanecem esburacadas, com atendimento médico e filas no Centro de Saúde, com alterações no sistema educacional, impostas por alguém que se recusou a dialogar com a população sobre a municipalização do ensino.
Mas isso já foi. Já ocorreu. Resta agora esperar que chegue o fim do governo atual, e que, caso ele consiga “colocar Pereira Barreto no Rumo Certo”, como apregoava sua campanha, que esse rumo certo indique o candidato adequado para fazer nos próximos anos, o que ele já deveria ter feito pela população pereirabarretense.
É esperar para ver, e ver para crer!.

* Paulo Lyra é professor, colunista dos sites www.pereirabarreto.com.br e www.ilhasolteira.com.br. Escreve às terças e quintas-feiras no Diário Regional.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Absurdo: SAAE corta fornecimento por "achar" que população desperdiça água











É coisa de outro mundo mesmo, que reflete a incapacidade administrativa das pessoas em que o atual prefeito Dagoberto de Campos confiou a gestão de órgãos importantes da municipalidade. Em reportagem do Jornal Diário de Fato, o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, Evandro Iwata, confirmou que a autarquia fecha "suas torneiras" para o abastecimento público, alegando que a população desperdiça água.
Ora, neste caso, temos algumas considerações a tecer. Primeiro: a população não pode ser penalizada pela incompetência administrativa e gerencial do SAAE e da Prefeitura, que não conseguem aumentar a demanda da oferta de água potável no município. Isso demonstra que a atual administração não possui um plano para evitar um colapso no fornecimento para a população, caso ocorra um crescimento demográfico no município. Não existe, portanto, planos para o futuro, e, pelo que parece, ninguém na administração municipal se preocupa com isso, afinal de contas, restam pouco mais de 500 dias para que deixem, felizmente, as "tetas" da prefeitura. Segundo: a população não pode ser penalizada com o fechamento da rede de água sob a alegação de desperdício, porque a água fornecida pelo SAAE é cobrada, e, portanto, não é de graça.
A meu ver, essa posição fere o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que a população paga pelo fornecimento de água, e não tem o líquido à sua disposição quando dele necessita. Uma pergunta: como é que o SAAE consegue aferir e confirmar que o aumento do consumo é resultado de desperdício? Qual a sistemática utilizada para comprovar esse fato?
Quem usa água em suas residências é porque precisa dela. Ninguém rasga dinheiro próprio. Até compreendo que haja abuso em muitos casos, mas isso não pode ser regra nem desculpa para que o SAAE deixe o povo pereirabarretense sem água.
O consumidor está sendo lesado indiretamente. Claro, que com a rede fechada para a distribuição, o consumidor não está gastando, mas isso não é opção dele, é imposição de uma autarquia. Pergunto: estamos de volta à ditadura daqueles que impõe sua vontade sem que ninguém impeça? Porque o SAAE não apresentou o problema à população para debater a questão e verificar se a melhor opção era fechar a rede distribuidora?
Porque, ao invés de fechar a rede distribuidora, o SAAE não realiza uma campanha de conscientização para que a população não desperdice e não abuse do consumo, para evitar colapso no abastecimento?
Ora, todos conhecem a atual administração e sua marca inconfundível: o descaso e a incompetência generalizada. Preferem ser autoritários a resolver os problemas que a cidade possui. São 5 anos de sofrimento da população nas mãos desses que se dizem administradores. Dagoberto e sua equipe são ineficientes. Até agora não mostrou a que foi eleito.
Lembro-me da campanha de 2004, quando, na propaganda eleitoral gratuita no rádio, Dagoberto empostou sua voz para dizer à população que tinha resolvido, de vez e para sempre, o problema da falta de água em Pereira Barreto. Isso o ajudou a ganhar a eleição para prefeito. Pelo visto, era uma grande mentira. Fomos enganados, aliás, eu não, pois votei corretamente em Joãozinho. Quem foi enganado foi a parcela da população que acreditou nas mentiras pregadas por Dagoberto "Pinóquio" de Campos. Um verdadeiro estelionato político.
Vamos esperar que a população saiba escolher em 2008 o nome que realmente se importa com Pereira Barreto. Ele já foi derrotado em 4 oportunidades, e estamos pedindo para que ele dispute novamente uma campanha. Basta vermos que, nas 4 derrotas de Joãozinho, os eleitos provaram que não eram a melhor opção para a cidade. Pereira Barreto perdeu com suas derrotas, mas acredito que em 2008, nossa população, já calejada de errar, acerte de vez, dando a oportunidade a uma pessoa que ama Pereira Barreto, e que quer que ela se desenvolva tornando-se referencial regional no Noroeste Paulista. Até a próxima.