“Me engana, que eu gosto!”
Na última quinta-feira passei pela avenida D. Pedro II e vi uma placa inusitada: “Faltam 536 dias”. Não dei atenção àquela placa, mas nesta segunda-feira, novamente tive minha atenção despertada pelo mesmo fato. Ao conversar com amigos que moram nas proximidades do local, fui informado de que os dias indicados pela placa são referentes ao tempo que falta para que Dagoberto de Campos deixe a prefeitura municipal.
Com base nessa informação, passo a discorrer sobre o pleito, fazendo conjecturas apenas. O proprietário da residência onde a placa está afixada é um cidadão que gosta muito de política. Pessoa esclarecida, encontrou um “jeitinho” brasileiro de demonstrar seu descontentamento com a atual administração, e, portanto, não vê a hora de poder escolher um novo administrador e vê-lo assumir a Prefeitura.
Ao que parece, a maior parte da população pereirabarretense pensa o mesmo.
O descontentamento é tamanho, que a própria população está antecipando a campanha política de 2008. Pelas ruas da cidade, muitos já arriscam prognósticos, apontam prováveis candidatos e até mesmo o resultado das eleições.
Em 2004, isso também ocorreu. Os “analistas” políticos de Pereira Barreto já apontam um vencedor para as eleições que ainda nem tiveram o start disparado.
Muita movimentação ainda vai ocorrer. As mudanças partidárias geram muita expectativa e especulação. No entanto, como já afirmei, o povo está cansado do atual prefeito. Uma parcela de eleitores (ainda fiéis) afirma que “agora o prefeito vai fazer”, numa referência à possibilidade de que Dagoberto possa desencadear um “boom” de obras no município, e, a partir disso e contando com a “memória curta” da população, possa eventualmente emplacar um sucessor.
A análise é de que, no PSDB - partido do prefeito, não exista um nome forte para ser esse sucessor. Restaria aos partidários buscar uma aliança com um dos dois pré-candidatos conhecidos até agora. Fácil imaginar para onde o partido deve apontar seu apoio.
O problema é que, com o marasmo da atual administração, se Dagoberto de Campos de fato não iniciar uma “onda de empreendimentos” na cidade, seu apoio pode ter peso negativo para um candidato. Não posso negar que o “Dotô” é um leão de votos. Muitos caíram no “canto da sereia” literalmente, quando ele afirmava que iria mudar definitivamente nosso município, na campanha de 2004.
Prometeu “mundos e fundos”, mas até agora não provou à que veio. Ao contrário do que muitos pensam, não sou adepto do “quanto pior melhor”, mas também não tive a inocência de acreditar que Dagoberto pudesse ser a salvação de Pereira Barreto. Ao escolher outro candidato em 2004, tinha consciência do que fazia. E acertei! Não foi com meu voto que Dagoberto foi eleito, mas a partir do fim das eleições, torci para que ele realizasse uma boa administração, e que nossa cidade pudesse, de fato, sair do marasmo e crescer. Que pudesse conhecer uma nova etapa de desenvolvimento econômico e social. O que vi e todos viram foi descaso. Descaso com ruas, que permanecem esburacadas, com atendimento médico e filas no Centro de Saúde, com alterações no sistema educacional, impostas por alguém que se recusou a dialogar com a população sobre a municipalização do ensino.
Mas isso já foi. Já ocorreu. Resta agora esperar que chegue o fim do governo atual, e que, caso ele consiga “colocar Pereira Barreto no Rumo Certo”, como apregoava sua campanha, que esse rumo certo indique o candidato adequado para fazer nos próximos anos, o que ele já deveria ter feito pela população pereirabarretense.
É esperar para ver, e ver para crer!.
* Paulo Lyra é professor, colunista dos sites www.pereirabarreto.com.br e www.ilhasolteira.com.br. Escreve às terças e quintas-feiras no Diário Regional.
Na última quinta-feira passei pela avenida D. Pedro II e vi uma placa inusitada: “Faltam 536 dias”. Não dei atenção àquela placa, mas nesta segunda-feira, novamente tive minha atenção despertada pelo mesmo fato. Ao conversar com amigos que moram nas proximidades do local, fui informado de que os dias indicados pela placa são referentes ao tempo que falta para que Dagoberto de Campos deixe a prefeitura municipal.
Com base nessa informação, passo a discorrer sobre o pleito, fazendo conjecturas apenas. O proprietário da residência onde a placa está afixada é um cidadão que gosta muito de política. Pessoa esclarecida, encontrou um “jeitinho” brasileiro de demonstrar seu descontentamento com a atual administração, e, portanto, não vê a hora de poder escolher um novo administrador e vê-lo assumir a Prefeitura.
Ao que parece, a maior parte da população pereirabarretense pensa o mesmo.
O descontentamento é tamanho, que a própria população está antecipando a campanha política de 2008. Pelas ruas da cidade, muitos já arriscam prognósticos, apontam prováveis candidatos e até mesmo o resultado das eleições.
Em 2004, isso também ocorreu. Os “analistas” políticos de Pereira Barreto já apontam um vencedor para as eleições que ainda nem tiveram o start disparado.
Muita movimentação ainda vai ocorrer. As mudanças partidárias geram muita expectativa e especulação. No entanto, como já afirmei, o povo está cansado do atual prefeito. Uma parcela de eleitores (ainda fiéis) afirma que “agora o prefeito vai fazer”, numa referência à possibilidade de que Dagoberto possa desencadear um “boom” de obras no município, e, a partir disso e contando com a “memória curta” da população, possa eventualmente emplacar um sucessor.
A análise é de que, no PSDB - partido do prefeito, não exista um nome forte para ser esse sucessor. Restaria aos partidários buscar uma aliança com um dos dois pré-candidatos conhecidos até agora. Fácil imaginar para onde o partido deve apontar seu apoio.
O problema é que, com o marasmo da atual administração, se Dagoberto de Campos de fato não iniciar uma “onda de empreendimentos” na cidade, seu apoio pode ter peso negativo para um candidato. Não posso negar que o “Dotô” é um leão de votos. Muitos caíram no “canto da sereia” literalmente, quando ele afirmava que iria mudar definitivamente nosso município, na campanha de 2004.
Prometeu “mundos e fundos”, mas até agora não provou à que veio. Ao contrário do que muitos pensam, não sou adepto do “quanto pior melhor”, mas também não tive a inocência de acreditar que Dagoberto pudesse ser a salvação de Pereira Barreto. Ao escolher outro candidato em 2004, tinha consciência do que fazia. E acertei! Não foi com meu voto que Dagoberto foi eleito, mas a partir do fim das eleições, torci para que ele realizasse uma boa administração, e que nossa cidade pudesse, de fato, sair do marasmo e crescer. Que pudesse conhecer uma nova etapa de desenvolvimento econômico e social. O que vi e todos viram foi descaso. Descaso com ruas, que permanecem esburacadas, com atendimento médico e filas no Centro de Saúde, com alterações no sistema educacional, impostas por alguém que se recusou a dialogar com a população sobre a municipalização do ensino.
Mas isso já foi. Já ocorreu. Resta agora esperar que chegue o fim do governo atual, e que, caso ele consiga “colocar Pereira Barreto no Rumo Certo”, como apregoava sua campanha, que esse rumo certo indique o candidato adequado para fazer nos próximos anos, o que ele já deveria ter feito pela população pereirabarretense.
É esperar para ver, e ver para crer!.
* Paulo Lyra é professor, colunista dos sites www.pereirabarreto.com.br e www.ilhasolteira.com.br. Escreve às terças e quintas-feiras no Diário Regional.