quinta-feira, 21 de junho de 2007

“Me engana, que eu gosto!”

Na última quinta-feira passei pela avenida D. Pedro II e vi uma placa inusitada: “Faltam 536 dias”. Não dei atenção àquela placa, mas nesta segunda-feira, novamente tive minha atenção despertada pelo mesmo fato. Ao conversar com amigos que moram nas proximidades do local, fui informado de que os dias indicados pela placa são referentes ao tempo que falta para que Dagoberto de Campos deixe a prefeitura municipal.
Com base nessa informação, passo a discorrer sobre o pleito, fazendo conjecturas apenas. O proprietário da residência onde a placa está afixada é um cidadão que gosta muito de política. Pessoa esclarecida, encontrou um “jeitinho” brasileiro de demonstrar seu descontentamento com a atual administração, e, portanto, não vê a hora de poder escolher um novo administrador e vê-lo assumir a Prefeitura.
Ao que parece, a maior parte da população pereirabarretense pensa o mesmo.
O descontentamento é tamanho, que a própria população está antecipando a campanha política de 2008. Pelas ruas da cidade, muitos já arriscam prognósticos, apontam prováveis candidatos e até mesmo o resultado das eleições.
Em 2004, isso também ocorreu. Os “analistas” políticos de Pereira Barreto já apontam um vencedor para as eleições que ainda nem tiveram o start disparado.
Muita movimentação ainda vai ocorrer. As mudanças partidárias geram muita expectativa e especulação. No entanto, como já afirmei, o povo está cansado do atual prefeito. Uma parcela de eleitores (ainda fiéis) afirma que “agora o prefeito vai fazer”, numa referência à possibilidade de que Dagoberto possa desencadear um “boom” de obras no município, e, a partir disso e contando com a “memória curta” da população, possa eventualmente emplacar um sucessor.
A análise é de que, no PSDB - partido do prefeito, não exista um nome forte para ser esse sucessor. Restaria aos partidários buscar uma aliança com um dos dois pré-candidatos conhecidos até agora. Fácil imaginar para onde o partido deve apontar seu apoio.
O problema é que, com o marasmo da atual administração, se Dagoberto de Campos de fato não iniciar uma “onda de empreendimentos” na cidade, seu apoio pode ter peso negativo para um candidato. Não posso negar que o “Dotô” é um leão de votos. Muitos caíram no “canto da sereia” literalmente, quando ele afirmava que iria mudar definitivamente nosso município, na campanha de 2004.
Prometeu “mundos e fundos”, mas até agora não provou à que veio. Ao contrário do que muitos pensam, não sou adepto do “quanto pior melhor”, mas também não tive a inocência de acreditar que Dagoberto pudesse ser a salvação de Pereira Barreto. Ao escolher outro candidato em 2004, tinha consciência do que fazia. E acertei! Não foi com meu voto que Dagoberto foi eleito, mas a partir do fim das eleições, torci para que ele realizasse uma boa administração, e que nossa cidade pudesse, de fato, sair do marasmo e crescer. Que pudesse conhecer uma nova etapa de desenvolvimento econômico e social. O que vi e todos viram foi descaso. Descaso com ruas, que permanecem esburacadas, com atendimento médico e filas no Centro de Saúde, com alterações no sistema educacional, impostas por alguém que se recusou a dialogar com a população sobre a municipalização do ensino.
Mas isso já foi. Já ocorreu. Resta agora esperar que chegue o fim do governo atual, e que, caso ele consiga “colocar Pereira Barreto no Rumo Certo”, como apregoava sua campanha, que esse rumo certo indique o candidato adequado para fazer nos próximos anos, o que ele já deveria ter feito pela população pereirabarretense.
É esperar para ver, e ver para crer!.

* Paulo Lyra é professor, colunista dos sites www.pereirabarreto.com.br e www.ilhasolteira.com.br. Escreve às terças e quintas-feiras no Diário Regional.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Absurdo: SAAE corta fornecimento por "achar" que população desperdiça água











É coisa de outro mundo mesmo, que reflete a incapacidade administrativa das pessoas em que o atual prefeito Dagoberto de Campos confiou a gestão de órgãos importantes da municipalidade. Em reportagem do Jornal Diário de Fato, o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, Evandro Iwata, confirmou que a autarquia fecha "suas torneiras" para o abastecimento público, alegando que a população desperdiça água.
Ora, neste caso, temos algumas considerações a tecer. Primeiro: a população não pode ser penalizada pela incompetência administrativa e gerencial do SAAE e da Prefeitura, que não conseguem aumentar a demanda da oferta de água potável no município. Isso demonstra que a atual administração não possui um plano para evitar um colapso no fornecimento para a população, caso ocorra um crescimento demográfico no município. Não existe, portanto, planos para o futuro, e, pelo que parece, ninguém na administração municipal se preocupa com isso, afinal de contas, restam pouco mais de 500 dias para que deixem, felizmente, as "tetas" da prefeitura. Segundo: a população não pode ser penalizada com o fechamento da rede de água sob a alegação de desperdício, porque a água fornecida pelo SAAE é cobrada, e, portanto, não é de graça.
A meu ver, essa posição fere o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que a população paga pelo fornecimento de água, e não tem o líquido à sua disposição quando dele necessita. Uma pergunta: como é que o SAAE consegue aferir e confirmar que o aumento do consumo é resultado de desperdício? Qual a sistemática utilizada para comprovar esse fato?
Quem usa água em suas residências é porque precisa dela. Ninguém rasga dinheiro próprio. Até compreendo que haja abuso em muitos casos, mas isso não pode ser regra nem desculpa para que o SAAE deixe o povo pereirabarretense sem água.
O consumidor está sendo lesado indiretamente. Claro, que com a rede fechada para a distribuição, o consumidor não está gastando, mas isso não é opção dele, é imposição de uma autarquia. Pergunto: estamos de volta à ditadura daqueles que impõe sua vontade sem que ninguém impeça? Porque o SAAE não apresentou o problema à população para debater a questão e verificar se a melhor opção era fechar a rede distribuidora?
Porque, ao invés de fechar a rede distribuidora, o SAAE não realiza uma campanha de conscientização para que a população não desperdice e não abuse do consumo, para evitar colapso no abastecimento?
Ora, todos conhecem a atual administração e sua marca inconfundível: o descaso e a incompetência generalizada. Preferem ser autoritários a resolver os problemas que a cidade possui. São 5 anos de sofrimento da população nas mãos desses que se dizem administradores. Dagoberto e sua equipe são ineficientes. Até agora não mostrou a que foi eleito.
Lembro-me da campanha de 2004, quando, na propaganda eleitoral gratuita no rádio, Dagoberto empostou sua voz para dizer à população que tinha resolvido, de vez e para sempre, o problema da falta de água em Pereira Barreto. Isso o ajudou a ganhar a eleição para prefeito. Pelo visto, era uma grande mentira. Fomos enganados, aliás, eu não, pois votei corretamente em Joãozinho. Quem foi enganado foi a parcela da população que acreditou nas mentiras pregadas por Dagoberto "Pinóquio" de Campos. Um verdadeiro estelionato político.
Vamos esperar que a população saiba escolher em 2008 o nome que realmente se importa com Pereira Barreto. Ele já foi derrotado em 4 oportunidades, e estamos pedindo para que ele dispute novamente uma campanha. Basta vermos que, nas 4 derrotas de Joãozinho, os eleitos provaram que não eram a melhor opção para a cidade. Pereira Barreto perdeu com suas derrotas, mas acredito que em 2008, nossa população, já calejada de errar, acerte de vez, dando a oportunidade a uma pessoa que ama Pereira Barreto, e que quer que ela se desenvolva tornando-se referencial regional no Noroeste Paulista. Até a próxima.