A educação de São Paulo vai passar por mudanças profundas, com novas propostas curriculares que vão interferir nas práticas pedagógicas em toda a rede estadual. Assim, é preciso estar ciente de que as mudanças que estão sendo implementadas estão sendo determinadas pela atual secretária Maria Helena Guimarães de Castro, sem consulta à quem quer que seja, professores, pais, alunos.
Não que não sejam necessárias mundaças no atual modelo, diga-se de passagem, criada pelo mesmo partido do atual governador José Serra. Desde Covas/Rose Neubauer, e, depois Alckmin/Chalita, a educação paulista vem sofrendo profundos reveses. São governantes do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, aquele que "enxugou" o Estado, colocando a casa em ordem, às custas do funcionalismo público, que penou por mais de 10 anos sem aumento salarial.
Não que não sejam necessárias mundaças no atual modelo, diga-se de passagem, criada pelo mesmo partido do atual governador José Serra. Desde Covas/Rose Neubauer, e, depois Alckmin/Chalita, a educação paulista vem sofrendo profundos reveses. São governantes do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, aquele que "enxugou" o Estado, colocando a casa em ordem, às custas do funcionalismo público, que penou por mais de 10 anos sem aumento salarial.
A implantação do projeto de progressão continuada, que "leva em conta a auto-estima" de nossos alunos, criou uma geração inteira de estudantes desinteressados e cientes de que, para ser "promovido" de um ano para outro, era preciso apenas comparecer à escola, e, muitas vezes, nem isso era exigido.
Os resultados das avaliações externas são prova disso. Aliás, os péssimos resultados.
Agora, sob a batuta de mais uma "doutora" de gabinete, estamos vivenciando novas mudanças. É preciso estar abertos às mudanças. Vamos desenvolver o que está sendo "determinado" pela Secretaria de Estado. Daremos um crédito de confiança de que este não é apenas mais um projeto inutil que venha, no futuro, a prejudicar nossos alunos. Chega de politicagem com a educação pública.
É preciso seriedade.
VEJA
Como lamento que veículos de informação importantes como VEJA trabalhem para detonar com uma categoria que vem sofrendo ataques vexatórios em seus salários, parcos salários.
Cláudio de Moura e Castro, Gustavo Ioschpe, Stephan Kanitz, entre outros mais, são "verdadeiros" teóricos em educação, sem, no entanto, serem educadores de sala de aula. Pergunto: o que leva um economista como Gustavo Ioschpe tornar-se especialista em educação?
Respondo-lhe: a incompetência de ser economista, e, aí, com ares de "doutor", meter-se a besta para escrever sobre educação, criticando professores, considerando-os classistas demais. Ora, qual profissional não defende aumento salarial para si e sua categoria? Fora isso, é preciso entender de sala de aula, não de pesquisa, para averiguar, de fato, o caos a que estão submetidos a educação pública e os professores. Ninguém quer ser "coitadinho" não. Queremos sim, sermos respeitados, valorizados, e, porque não, bem pagos sim. Por acaso alguns desses "novos teóricos", ou pelo menos metidos a isso ganham pouco?
Sejamos francos. Todos ganham bem, e, por isso, decidem que podem detonar com os professores, alegando que esses ganham bem. Tenha santa paciência!
Chega disso. Querem ajudar? Parem de escrever balelas e enfrentem uma sala de aula, com todos os problemas típicos atuais.
Quem sabe assim, tenhamos melhores alunos, educados por esses "novos teóricos" como Kanitz, Ioschpe, Moura e Castro e outros. Mas, para encerrar: esses senhores estudaram também, não? Têm diploma de curso superior, não? Ganham bem, não? Ah, então não gostariam de ser professores, sabe por quê? Porque estes ganham mal, muito mal.
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