As escolas estão repletas de novos materiais. Apostilas de exercícios (cadernos de alunos), do professor, livros para alunos, revista Nova Escola para professores, enfim, há um aumento do gasto com a educação substancial.
Com isso, o governo acredita que pode resolver todos os entraves pedagógicos da educação paulista. Ledo engano.
O que se percebe por trás dessas ações governamentais, é uma provável parceria com empresas que poderão financiar a campanha presidencial e aos cargos legislativos dos integrantes do Governo do Estado de São Paulo.
É isso o que pensam sobre a educação de nosso Estado? Lamentável.
Priorizam materiais permanentes e equipamentos e esquecem-se do quadro humano, tão amargurado, esquecido e renegado a segundo plano.
Com salários aviltantes, (pasmem, apenas R$ 6,55 a hora/aula), nenhum professor pode dar conta de manter estrutura familiar e ainda conseguir realizar cursos de aperfeiçoamento. A não ser que sejam bem casados (Maluf afirmava que professora não ganhava mal, mas que eram mal casadas) ou tenham outras jornadas, precisam apertar os cintos e ter uma vidinha minguada.
O que não consigo entender é o fato de que, apesar disso, ninguém se anima a entrar num movimento para exigir melhoria salarial e de condições de trabalho. Vá entender...
Os professores da USP estão parados, e estão corretos. Todos precisam e necessitam ganhar melhor. A vida é bela e precisa ser vivida, mas com baixos salários, quem consegue?
O jeito é ir levando, enquanto meus companheiros fingem que está tudo bem, pois sequer admitem discutir greve. É esperar pra ver...
Até a próxima!
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