quinta-feira, 11 de junho de 2009

Retrocessos da educação paulista


 

As escolas estão repletas de novos materiais. Apostilas de exercícios (cadernos de alunos), do professor, livros para alunos, revista Nova Escola para professores, enfim, há um aumento do gasto com a educação substancial.

Com isso, o governo acredita que pode resolver todos os entraves pedagógicos da educação paulista. Ledo engano.

O que se percebe por trás dessas ações governamentais, é uma provável parceria com empresas que poderão financiar a campanha presidencial e aos cargos legislativos dos integrantes do Governo do Estado de São Paulo.

É isso o que pensam sobre a educação de nosso Estado? Lamentável.

Priorizam materiais permanentes e equipamentos e esquecem-se do quadro humano, tão amargurado, esquecido e renegado a segundo plano.

Com salários aviltantes, (pasmem, apenas R$ 6,55 a hora/aula), nenhum professor pode dar conta de manter estrutura familiar e ainda conseguir realizar cursos de aperfeiçoamento. A não ser que sejam bem casados (Maluf afirmava que professora não ganhava mal, mas que eram mal casadas) ou tenham outras jornadas, precisam apertar os cintos e ter uma vidinha minguada.

O que não consigo entender é o fato de que, apesar disso, ninguém se anima a entrar num movimento para exigir melhoria salarial e de condições de trabalho. Vá entender...

Os professores da USP estão parados, e estão corretos. Todos precisam e necessitam ganhar melhor. A vida é bela e precisa ser vivida, mas com baixos salários, quem consegue?

O jeito é ir levando, enquanto meus companheiros fingem que está tudo bem, pois sequer admitem discutir greve. É esperar pra ver...

Até a próxima!

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