Entrevistei o prefeito Dagoberto e o diretor do Serv
iço de Água de Pereira Barreto, sobre a falta/corte de fornecimento de água na cidade. O que ouvi dos dois deixou-me muito preocupado. 
Segundo Evandro Iwata, o corte no fornecimento de água realizado pela autarquia que ele dirige é necessário para tentar conter um pouco o consumo exagerado da população, que gasta mais do que a média recomendada pela OMS – Organização Mundial de Saúde por pessoa. Em nossa cidade, consumimos 350 litros por habitante diariamente. A média que a OMS afirma ser necessária é de 200 litros/pessoa.
O corte, segundo o SAAE, é necessário porque o poço profundo vem sofrendo redução em sua vazão, que é de 350 m3/hora. Evandro afirma que é necessário economizar, pois poderemos enfrentar um período de seca real, ou seja, o poço pode não suprir a demanda de água da população.
Podemos dizer: mas e a água do lago da UHE de Três Irmãos? Não tem bastante? Claro que tem. O problema, segundo Dagoberto de Campos, é o alto custo dos investimentos necessários para criar esse sistema alternativo de abastecimento, orçado em quase R$ 1,5 milhão. O prefeito afirma que a municipalidade não dispõe desses recursos.
É necessário, então, buscar verbas federais e estaduais para preparar esse abastecimento alternativo, e, ai, segundo o SAAE, é que se faz necessário o corte do abastecimento que ocorre hoje.
No entanto, apesar de entender o problema, questiono porque o corte é necessário, se a vazão atual é suficiente para o abastecimento. Será que mantido o abastecimento atual faltaria água daqui a um mês? A vazão não é constante? Ou estamos "estrangulando" a vazão para impedir desperdício?
Se isso está ocorrendo, então por que administrações anteriores não realizaram o mesmo procedimento?
E a temperatura da água? O prefeito e o diretor do SAAE afirmam que esse é um problema de responsabilidade da CESP, que mantém os resfriadouros nas proximidades do Poço Profundo perfurado pela empresa como obra compensatória pelos estragos provocados pela usina de Três Irmãos. A administração deverá acionar a CESP para resolver o problema. Vamos aguardar.
Voltando à questão da água, concordo com a necessidade de economia, mas, Luiz Fernando, um ex-aluno e amigo meu, em seu blog questiona por que não cobrar mais caro a tarifa para os que gastam mais? A punição financeira é mais adequada do que punir a todos de forma igual. Politicamente é caro ao prefeito? É, mas é mais caro ainda aos que chegam correndo em casa depois de um dia inteiro de trabalho, para um banho rápido a fim de se dirigir para as faculdades e universidades da região, de ônibus, e, que, ao tentar tomar esse banho, não vêem uma só gota de água cair do chuveiro. É de deixar qualquer um "fulo" da vida não é mesmo. A sociedade precisa discutir isso, positivamente. Não se trata de crucificar os atuais gestores, mas sim, de encontrar uma solução.
A já anunciada falta de água ou colapso no abastecimento deve mesmo ocorrer, mas é preciso realizar gestões e buscar as verbas para o sistema alternativo, ou, então, nos sentarmos à sarjeta e aguardar o caminhão pipa passar para deixar água "de canequinha", literalmente, em nossas casas. Vamos cobrar isso?
Noite doutor.
ResponderExcluirEntão, gostei muito de ter me citado, fiquei realmente feliz. Confesso que foi muito bom pro ego (riso), pois bem o Vaisifu está passando por mudanças e eu também, hoje voltei a postar e alterei um pouco minha conduta, espero que para melhor. Pois bem, só passei por aqui pra agradecer-lhe e avisar que estou mais ativo que nunca...